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Resenha: Queensrÿche - Monsters of Rock, São Paulo (20/10/2013)

A versão de Geoff Tate do Queensrÿche se apresentou ontem (20/10/13) no festival Monsters of Rock, na Arena Anhembi, São Paulo. Geoff mostrou que o tempo não é o maior problema dos vocalistas de metal dos anos oitenta hoje - (pelo menos pra ele).


Não registrei nenhum problema na organização até entrar no Anhembi, ao entrar percebi que o maior problema estava na direção do palco - que era a mesma direção em que o sol nasce, ou seja, sol brilhava sem dó no público e no rosto dos músicos de 11h até o final da tarde, que se prolongou devido ao horário de verão. O Anhembi também não oferece muitos lugares cobertos. O segundo problema é comum em todos os shows desse tipo - a facada nos preços dos produtos oficiais (água, hot-dog, cerveja, camiseta, etc...).


Quando se fala em Queensrÿche a primeira coisa que se deve lembrar é que existem duas versões. Pois bem. Ao entrarem ao palco apresentado pelo lendário jornalista de Hard Rock e Heavy Metal, Eddie Trunk - (mais ou menos às 15:30h) - com Robert SazoKelly Gray (guitarras), Rudy Sarzo (baixo), Simon Right (bateria) e Randy Gane (teclados), mostraram que Geoff Tate não perdeu nada ao sair do Queensrÿche original. Embora pareça “uma banda cover com o vocalista original”, o grupo também lançou um álbum de inéditas em abril desse ano. Foi executada apenas uma faixa de "Frequency Unknown" no evento.

A faixa "Cold", do único álbum dessa versão do Queensrÿche foi também a única do mesmo a ser executada no evento. O single é a primeira faixa do álbum. A música foi bem criticada ao ser lançada por não ter a mesma pegada da banda original, porém tudo tudo para se tornar mais um dos poucos clássicos.


Dando início ao show já com um clássico de cara, "Best I Can" mostrava ao público que se tratava de Geoff Tate, "o cara da voz". A única critica de quem vos descreve vai para os back-vocals na execução dos clássicos. É claro que não tinha como serem tocados perfeitamente como na gravação em estúdio, porém poderia ter sido melhor.


A banda também tocou "Big Noize", música que pertence ao último álbum de Geoff Tate com o Queensryche original. Vale dar uma atenção especial na perfeita execução de "Another Rainy Night (Without You)", quarta música do setlist. A interação entre as guitarras com o baixo era incrível, devia ser porque os irmãos Sarzo já haviam tocado juntos com Kelly Gray em projetos anteriores.


Sem dúvidas (notavelmente) a música mais esperada pelo público foi "I Don't Believe in Love", que cantava cada palavra. A canção também faz parte do álbum "Operation: Mindcrime", lançado em 1988. Outra música que também levantou bastante o público foi "Jet City Woman", mais um dos poucos sucessos da banda. "Eyes of a Stranger", que veio a ser a última do show, também animou bastante os fiéis fãs presente nesse show e evento históricos.

Confira abaixo o setlist completo:

1- Best I Can
2- Breaking the Silence
3- Cold
4- Another Rainy Night (Without You)
5- Big Noize
6- The Mission
7- I Don't Believe in Love
8- Silent Lucidity
9- Jet City Woman
10- Empire
11- Eyes of a Stranger

Geoff Tate toma celular de fã que filmava e joga longe (em pleno show)


Durante um show do Queensrÿche 2 em St. Charles, Illinois, Estados Unidos, no ultimo dia 17, o frontman do grupo, Geoff Tate, tomou o telefone celular/filmadora de um fã (que filmava a banda) e jogou longe.

A cena exata do momento pode ser vista no vídeo abaixo no minuto 10:13.

Primeira foto oficial da nova formação do Queensrÿche de Geoff Tate


O line-up da banda conta com Kelly Gray e Robert Sarzo nas guitarras, Rudy Sarzo no baixo, Simon Wright na bateria e Randy Gane nos teclados.

Glen Drover deixa o Queensryche de Geoff Tate


Glen Drover, deixou a versão do Queensryche de Geoff Tate sem antes fazer sequer um único show com a banda. Ele disse em um comunicado:

"Estou muito triste em dizer que tomei a decisão de me retirar do Queensryche de Geoff Tate, eu estava muito animado em fazer este show inicialmente, mas percebi na semana passada que não tenho interesse em fazer isso agora. Me sinto mal por aqueles que estavam entusiasmados com a idéia, e por Geoff, que eu tenho que dizer, foi muito bom para mim passar uns dias em Seattle. Eu, claro, estou muito decepcionado por chegar a este ponto, e tomar esta decisão. Eu sinceramente desejo a Geoff e banda toda a sorte no que eles venham a fazer no futuro".

Glen também já passou pelo Megadeth.


Fonte: Whiplash

"Gastei uma fortuna levando-os à corte", diz Geoff Tate


Robyb Vagnozzi do Screamer Magazine recentemente conduziu uma entrevista com Geoff Tate, do Queensryche. Alguns trechos desta conversa podem ser lidos abaixo.

Sobre sua batalha legal contra seus ex-companheiros de banda e os direitos do nome Queensryche:

"Bem, agora o caso está nos tribunais. Eles basicamente me despediram, o que eles não podem, legalmente, por sermos uma corporação conjunta – nós temos três corporações juntos, e eles não podem fazer isto de forma legal. Então, isto é chamado de “disputa empresarial” agora. Nós temos uma data na corte em novembro do ano que vem e neste meio tempo, estamos em litígio, basicamente, então tudo pode acontecer. O que originalmente aconteceu, foi que eles começaram um projeto paralelo, o que está tudo bem. Temos todos os acordos, podemos fazer projetos paralelos com o passar dos anos. Scott (Rockenfield, baterista), fez vários, assim como Michael (Wilton, Guitarrista), e eu fiz meu projeto solo e esse tipo de coisa. Eu estava me preparando para o álbum deste ano e fazendo uma curta turnê acústica, e eles decidiram que eles iam fazer um projeto paralelo em conjunto chamado Rising West, o que está tudo bem por mim, mas eles perceberam que não conseguiriam marcar shows com um nome ainda sem peso, me despediram e foram atrás do nome Queensryche, e, claro, que eles não podem fazer isso legalmente. Então eu tive que preencher os processos e fazer eles pararem de usar este nome. Eu gastei uma fortuna levando-os à corte e com este caso. E no final da história o juiz decide que ambas as partes podem usar o nome Queensryche até o final do ano e temos agora outra data para a audiência. Então todo meu plano saiu pela culatra. Tudo que eu queria era que nenhum pudesse usar o nome até decidir o que iria ser feito. Então, na primavera, lançarei um novo Queensryche e estou marcando as datas e ambos os Queensryche estarão em turnê. Alguém vai ganhar este nome em novembro de 2013, e quem ganhar os direitos tem que pagar aos outros o que o nome valia até o momento. Um de nós vai ganhar uma grande bolada. É terrível, uma situação péssima e não é o que eu escolhi fazer. Não é o modo que eu gostaria que minha banda e meu trabalho de vida terminassem. Eu gostaria que todos nós envelhecêssemos juntos jogando damas no Park e lembrando do passado".



Fonte: Whiplash

Ouça uma nova música de Geoff Tate





A música é a “Dark Money”, do álbum "Kings & Thieves".

Queensrÿche não quer que Geoff Tate use o nome da banda


De acordo com a Billboard.com, os membros do Queensrÿche estão tentando fazer com que seu ex-vocalista, Geoff Tate, pare de usar o nome do grupo até que a disputa seja resolvida.

Tate, que foi demitido do Queensryche em junho, depois de ficar à frente do grupo por três décadas, está tentando impedir que seus antigos companheiros de banda usem o nome da banda nas turnês, sem ele. Apesar da decisão ser contra Tate, o juiz determinou que não há obstáculos legais que impeçam Tate de usar o nome com outros músicos. "Eu não vejo nenhuma razão para que o Sr. Tate não possa se beneficiar, ao lado de outros membros, de qualquer nome que ele possa usar como marca", disse o juiz da Corte Superior Carol A. Schapira, durante a audiência do dia 13 julho. "Eu acho que fazer isso seria meio que confuso, embora eu tenha certeza de que isso possa ser resolvido", acrescentou.

No dia 2 de setembro, Tate anunciou sua própria versão do Queensryche, com o baterista Bobby Blotzer (ex-Quiet Riot, Ozzy Osbourne e Whitesnake), o baixista Rudy Sarzo e Glen Drover (ex-Megadeth). Também a bordo do novo grupo está de volta o guitarrista Kelly Gray - que tocou no Queensryche de 1998 até 2001, e também produziu vários álbuns da banda - e o tecladista Randy Gane, que fez turnê e gravou com o Queensryche e Geoff em carreira solo.



Fonte: Whiplash