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Show do Accept em São Paulo tem local e horário modificados


O show do Accept que aconteceria no dia 06/04 na casa de shows A Seringueira foi transferido para o Carioca Club (mesmo dia, porém às 19:00 horas). O motivo da mudança seria que A Seringueira estivesse com problemas judiciais.

Guitarrista do Accept lança sua própria linha de guitarra


O lendário guitarrista do AcceptWolf Hoffmann, acaba de lançar sua nova linha de guitarra, chamada de "Made In Germany". A guitarra é uma Flying V e foi fabricada pela Framus.

Accept vem ao Brasil em abril deste ano


A banda alemã Accept, uma das grandes lendas do Heavy Metal mundial, se apresentará no Brasil no próximo dia 6 de abril. O show, que faz parte de turnê de promoção de "Stanlingrad" (2012) será realizado no A Seringueira, em São Paulo.

Para mais informações acesse: http://www.8x8live.com

Accept lança linha de vinhos


O Wolfsblut só será vendido nos Estados Unidos por enquanto.

Accept e Kreator juntos em turnê


O Accept e o Kreator anunciaram uma turnê juntos pela América do Norte entre setembro e outubro. São 23 datas confirmadas até agora para o Teutonic Terror Attack, que dará início no dia 5 de setembro, em Washington.

Wolf Hoffmann fala sobre a criação do novo disco do Accept


O guitarrista Wolf Hoffmann em entrevista ao Bravewords, comentou sobre o processo de criação e gravação do novo disco do Accept, o Stalingrad.
“Não foi dramaticamente diferente. A única diferença é que estávamos mais afinados no que deveríamos fazer. Quando fizemos ‘Blood Of The Nation’, nos indagamos um pouco sobre o local onde o Accept pertence em 2010. Não sabíamos se deveríamos fazer um disco totalmente old school ou incorporar novos elementos na sonoridade. Como tudo deu certo em ‘Blood Of The Nations’, decidimos não mudar a fórmula vitoriosa. Tentamos trazer novas músicas que fossem tão boas quanto as que estão no ‘Blood Of The Nation’. As ideias em ‘Stalingrad’ são frescas mas na mesma linha, esse foi o nosso ponto positivo.”


Fonte (em inglês): Bravewords

Tiazona Tr00lando show do Accept

Resenha: Stalingrad – Accept

Accept é uma banda consagrada entre os metaleiros, faz um heavy metal clássico sem firulas, a banda abrange temas sociais como sexo, rock/metal e fantasia. O som é rotulado como “Heavy Metal Clássico”. Na minha opinião, é uma das melhores bandas do metal clássico, chegando ao lado de Iron Maiden e Judas Priest .
O Accept tem um papel muito importante no desenvolvimento do power/speed metal na Europa, suas influências vão de Judas Priest a AC/DC. A banda foi montada no início da década de 80′ na Alemanha pelo vocalista Udo Dirkschneider (hoje consagrado como vocalista solo).
Hoje a formação do Accept conta com:
Mark Tornillo – Vocal;
Wolf Hoffmann – Guitarra, backing vocal
Herman Frank – Guitarra
Peter Baltes – Baixo, Backing vocal
Stefan Schwarzmann – Bateria



O Álbum – Stalingrad (Brothers In Death) [2012]




01 – Hung, Drawn and Quartered

A música inicia com um dueto clássico , direto e poderoso, saindo para a sequência de riffs pesados e melódicos que é a idêntidade do guitarrista Wolf Hoffmann seguido de um lick/solo.
A voz de Mark ainda esta em um ponto alto, não perdendo nada em relação ao penúltimo album da banda (Blood of the Nations [2010] Eleito melhor album daquele ano) . Voz sempre arranhada no melhor estilo Brian Johnson (AC/DC) e o ex vocalista da banda, o próprio Udo.
A música é direta, inicia o album com “porradaria”, perfeita para ser a primeira música do trabalho. O refrão também é direto, os versos são corridos, na bateria, Stefan faz aquele feijão com arroz para a música não perder a essência, dando o ritmo com pedais duplos no refrão mostrando que o Accept voltou para arregaçar com tudo mesmo.
No fim das contas o pedal toma conta durante o restante da música apartir da metade, quebrando mais ainda.
02 – Stalingrad
A segunda música é que da título ao album fala da Batalha de Stalingrado, que custou a vida de pelo menos um milhão de soldados alemães, de tropas do Exército Vermelho Soviético e civis russos, foi a mais sangrenta das batalhas decisivas da Guerra de Extermínio liderada por Hitler.
Riffs cavalgados no primeiro verso dão mais uma vez o peso que o Accept sempre obteve com os riffs de Wolf Hoffman, logo de ponte a música da uma esfriada com um toque melódico, com backings vocals em coro (clássico do Accept), e Mark soltando o vozeirão introduzindo o refrão.
O refrão entra o couro Accept de se fazer, gritando “STALINGRAD”, com Mark fazendo suas firulas por cima destes backings. O pós refrão também clássico com o coreto fazendo notas graves.
Grande música, duetos, riffs, baterias. Talvez a melhor do album. No final da música Wolf chama um de seus solos magníficos, com muita melodia em cima de um clima nostálgico.
03 – Hellfire
Outra introdução clássica com uma sirene de guitarras no fundo, levando a um riff pesado e cadenciado. Logo mais o baixo pega, aqui já da para saber que o Accept vai quebrar tudo durante o cd inteiro, pois é outra pedreira, as frases de Mark são muito bem elaboradas, os riffs cada vez mais, da vontade de não parar de escutar cada música que passa.
O pré refrão muito pesado, havendo trocas de guitarras com vocais, já o refrão é pegado como sempre com a batera subindo de batida até chegar no pedal duplo novamente.
Vamos falar de solo, até agora o melhor solo de guitarra do cd. Perfeição com harmônicos estalados e altos, definem bem o heavy clássico da banda, característica única do Wolf.
04 – Flash to Bang Time
Essa sim revela o baterista Stefan, a música inicia com ele introduzindo uma porradaria power metal seguida de solos. A música é quebraceira total de guitarras, só pára para Mark cantar seus versos e já volta a porradaria. O refrão são os coros cantados de Mark com backing vocals e em seguida ele solta aqueles gritos “metal”, música que ja foge um pouco das anteriores, mas não quer dizer que seja uma música ruim, é diferente, basta entender o que esta sendo transmitido.
Depois do segundo refrão a música pega uma linha de “fúria” com Mark cantando tudo em uma linha de notas baixas colando no solo furioso. Depois do solo vem o dueto majestoso! Muito boa passagem da música que ainda não tínhamos visto nas músicas anteriores, esta quebraceira toda desemboca novamente no refrão.
05 – Shadou Soldiers
Esta começa com uma introdução linda, violão e por baixo uma guitarra “chorando”, isto é abertura de um riff cadenciado/cavalgado, em clima de “guerra” mesmo. O riff principal é dobrado, mantém a linha com os vocais explicando que soldados morreram pela liberdade.
Meu estilo preferido de música, o verdadeiro Metal Clássico é mostrado perfeitamente nesta música, obra prima do Accept. O refrão clássico com backings e tudo o que tem direito. É aquela música que costuma arrepiar os ouvintes/amantes do bom e velho feeling, solos chorados e perfeitamente executados por Wolf que é sem dúvidas um dos melhores guitarras/feeling que conheço.
06 – Revolution
Inicia com um couro de “pessoas” que estão prontas para revolucionar, a introdução mostra que vem porradaria novamente, aquelas famosas introduções com pratos de batera sendo segurados, dão inicio a mais um riff speed, versos trabalhados e gritados, cheios de licks de guitarras no fundo. O refrão coloca os mesmos ingredientes usados nas músicas anteriores, o refrão com backings seguidos de gritos marcantes de Mark.
07 – Against the World
Esta música traz um refrão bem marcante e muito mais melódico que os anteriores, ao contrário dos outros, o vocal entra antes e o coro de backings depois, os riffs são cavalgados mas bem distribuídos entre guitarras, com notas cheias, elaborando bem os versos.
08 – Twist of Fate
Esta música traz um clima inicial de vingança, o baixo da a cadência nesta música, levando as guitarras a fazerem licks melódicos, indo e vindo nas notas. Nos refrões são usados “mini” solos acompanhados da voz marcante de Mark, muito boa música, o backing vocal entra na metade do refrão com um riff muito pesado lembrando por que o Accept é uma banda desta grandeza.
A música aumenta a cadência da metade para frente não o tornando uma “mesmice”, muito bem elaborada e composta, não é preciso nem falar, o album é uma obra prima até aqui!
Alavancas ressoam no final do solo, depois novamente acelera a música com o refrão em velocidade alta e em baixo aquele solo “fritado”, mas é o “fritado” que poucos sabem fazer.
É um segundo resumo no mesmo cd do que realmente significa “Heavy Metal Clássico”.
09 – The Quick and the Dead
Esta segue a quebraceira do início do cd. Define bem as influências speed e power da banda. Tem um bom verso, e refrão, o que mais marcou são os riffs sem vocal depois do refrão, uma parte instrumental da música, com solos de guitarras e baixo, aí Peter e Herman mostram que também entendem do negócio.
Voltando a falar do refrão, é poderoso e energético, fecha ele com o coro cantando o nome da música.
10 – The Galley
A última música do album inicia com uma introdução ditando o tema de término, característica usada por várias bandas.
Inicia-se um riff cavalgado, entrando a voz e dando espaço ao baixo novamente, dando a ordem neste verso. Mark tem facilidade para conduzir estes trechos em que é uma levada no baixo e as guitarras soltando uns licks. A entrada no refrão é feita como uma obra prima, pré refrão muito pesado dão entrada a um refrão pesado tanto na cozinha como nas vozes.
Solo grande e bem feito com instrumental impecável, retorna ao refrão de forma inigualável, logo após a música da uma esfriada e entra num clima de calmaria, com sons de bixos e passarinhos, agora o que aparece novamente é o feeling de Wolf, conduzindo com um solo melódico de dar arrepios até a música entrar num “fade-out” e finalmente chegar ao final da faixa.

A arte

Prós

O Accept vem desde o penúltimo album com esta formação e lançou 2 albums magníficos, a banda esta muito entrosada, não vejo o que falar da banda de errado, este é o ponto forte dela, trocando de formação todos esperam que se mude algo na banda, mas no Accept não mudou nem sequer a característica vocal.
A banda esta no caminho certo para aumentar mais ainda seu número de fãs e crescer mais ainda, pois não é uma banda tão conhecida quanto o “Iron Maiden” por exemplo, não que o sonho da banda seja este, mas todos gostariam, e alguns se vendem para isso. Menos o Accept.

Contras

As músicas do album seguem muito uma mesma “forma” de composição, não que isto atrapalhe em algo, pois a música é muito boa, mas é previsível onde estará o refrão, o solo, e o pré refrão.

Encontre

Accept – Stalingrad (Brothers in Death) [2012]
05/04/2012


Tracklist:
01 – Hung, Drawn And Quartered


02 – Stalingrad

03 – Hellfire

04 – Flash To Bang Time

05 – Shadow Soldiers
06 – Revolution
07 – Against The World
08 – Twist Of Fate
09 – The Quick And The Dead
10 – The Galley


Nota: 9
Escrita por: Luiz Negrini